Pequenos negócios desempenham um papel crucial na diminuição das desigualdades e da pobreza no Brasil, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Nos primeiros dois meses de 2026, o país registrou um saldo positivo de 370,3 mil empregos formais. Desse total, 81,2% das vagas, ou 300 mil, foram ocupadas por indivíduos registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), sendo que 56% deles eram beneficiários do programa Bolsa Família. Adicionalmente, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) foram responsáveis por aproximadamente 80% das novas vagas de emprego criadas desde o início de 2023.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, enfatizou que os números refletem uma realidade transformadora: “Não são apenas números. São milhares de pais e mães que têm agora a oportunidade de garantir uma dignidade maior para as suas famílias por meio de um pequeno negócio. Os benefícios passaram a ser apenas o apoio, o sustento vem do trabalho, do empreendedorismo que inclui”.
Rodrigo Soares complementou, afirmando que “os dados evidenciam a relevância das micro e pequenas empresas neste ciclo virtuoso da economia brasileira, com inflação controlada nos últimos anos”.
Uma parceria entre o Sebrae e o MDS revelou que beneficiários de programas governamentais registrados no CadÚnico têm optado por empreender após sua inscrição na plataforma. Entre os microempreendedores individuais (MEIs) que fazem parte do CadÚnico, 55%, o equivalente a 2,5 milhões de pessoas, iniciaram suas atividades empreendedoras após o registro.
Até outubro do ano passado, o CadÚnico contava com 95,3 milhões de inscritos, dos quais 4,6 milhões eram MEIs. Mais de um terço (34,1%) desses MEIs recebeu atendimento do Sebrae pelo menos uma vez no período de janeiro de 2020 a julho de 2025. O suporte da entidade demonstra resultados concretos: MEIs registrados no Cadastro Único que foram assistidos pelo Sebrae apresentam um percentual significativamente maior de empresas ativas (78,9%) em comparação com aqueles que não receberam atendimento (61,5%).
Rodrigo Soares concluiu, ressaltando que “enquanto o governo identifica e acompanha famílias em situação de vulnerabilidade, o Sebrae oferece apoio técnico e estratégico para esses pequenos negócios. Juntos, criamos possibilidades para que empreendedores transformem oportunidades em resultados concretos”.
Regra de Proteção do Bolsa Família
As famílias que excederem o limite de renda inicial para o Bolsa Família, estabelecido em R$ 218 por pessoa, mas que não ultrapassem o teto de R$ 706, podem permanecer no programa por um período adicional de 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício. Atualmente, 2,34 milhões de famílias se enquadram nesta Regra de Proteção.