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ASSISTA: Augusto Caldeira alerta produtores rurais sobre embargos, dívidas bancárias e direitos no agro

Advogado do agronegócio afirmou no OLÁ RONDÔNIA que produtores rurais precisam buscar orientação especializada para enfrentar bancos, embargos ambientais e crises financeiras.

Redação Rolim Notícias
Foto: Grupo Amazun / Rolim Notícias

O crescimento das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais brasileiros tem colocado questões jurídicas e financeiras no centro dos debates do agronegócio. O tema foi abordado pelo advogado Augusto Caldeira durante entrevista ao podcast OLÁ RONDÔNIA, apresentado pelo jornalista Isaías Sena, durante cobertura especial da Rondônia Rural Show Internacional.


Especialista em direito do agronegócio, ambiental e empresarial, Augusto afirmou que produtores rurais vivem atualmente um dos períodos mais delicados dos últimos anos, enfrentando simultaneamente problemas climáticos, dificuldades financeiras, embargos ambientais e pressão bancária.


“O produtor rural hoje é um sobrevivente”, declarou.


Durante a entrevista, o advogado explicou que muitos produtores acabam descobrindo a existência de embargos ambientais apenas no momento em que tentam realizar operações financeiras, vender produção ou movimentar rebanhos.


Segundo ele, em diversos casos os embargos são feitos por análise de imagens de satélite e polígonos ambientais, sem contato prévio com o produtor rural.


“Muitos só descobrem o embargo quando vão pegar financiamento, vender gado ou comercializar produção”, afirmou.


Augusto Caldeira destacou que produtores rurais possuem direito à defesa administrativa e judicial, inclusive com possibilidade de suspensão liminar dos embargos quando existem irregularidades ou ausência de análise técnica adequada.


O advogado revelou ainda que já atuou em casos onde propriedades foram desembargadas em poucos meses após atuação jurídica e apresentação de laudos técnicos especializados.


Outro tema que ganhou destaque foi o endividamento rural.


Segundo Augusto, boa parte dos produtores enfrenta atualmente dificuldades para honrar financiamentos agrícolas devido à queda no preço das commodities, aumento dos custos de produção, seca e oscilações do mercado.


“O produtor trabalha a céu aberto e não sabe como será o amanhã”, declarou.


Durante a conversa, Augusto explicou que muitos contratos bancários possuem juros considerados abusivos, além de cobranças adicionais embutidas nas operações financeiras.


Entre os principais problemas apontados estão venda casada de seguros, consórcios, capitalização de juros e renegociações feitas sem orientação técnica adequada.


O advogado também chamou atenção para a diferença entre renegociação e prorrogação de dívidas rurais.


Segundo ele, produtores rurais possuem direito à prorrogação quando comprovam frustração de safra causada por fatores climáticos ou mercadológicos.


Augusto explicou que o Manual de Crédito Rural prevê proteção específica ao produtor nessas situações, permitindo pedidos de carência e alongamento das dívidas.


Ele destacou ainda que decisões recentes vêm permitindo prazos longos para reorganização financeira de produtores rurais.


A entrevista também reforçou a importância da orientação especializada dentro do agronegócio moderno.


Segundo Augusto Caldeira, o produtor precisa agir rapidamente diante de notificações ambientais, dificuldades financeiras ou contratos bancários considerados abusivos.


“O produtor não pode enfrentar isso sozinho. Com orientação certa, existe solução legal para proteger a atividade rural”, afirmou.


Ao final da entrevista, Augusto reforçou que o agronegócio brasileiro depende cada vez mais de segurança jurídica, planejamento financeiro e acompanhamento técnico especializado para continuar crescendo de forma sustentável.



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