Destaque

Dois em cada três pequenos negócios que contratam influenciadores alcançam resultados positivos

Redação

Dois em cada três pequenos negócios que utilizaram influenciadores digitais para promover seus produtos, serviços ou marcas relataram resultados positivos. O dado faz parte do estudo sobre o impacto dos influenciadores na estratégia comercial de micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI), realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O principal benefício identificado pelos empreendedores foi o aumento da visibilidade da marca. Este efeito foi relatado por um terço dos pequenos negócios, alcançando 45% das MPEs. Setorialmente, o ganho de notoriedade foi mais expressivo no comércio (39%) e em serviços (38%), enquanto regionalmente o destaque ficou com o Nordeste (45%) e o Norte/Centro-Oeste (40%).

Os resultados variam conforme o porte do negócio. Enquanto as MPEs focam na expansão da visibilidade, os MEIs destacam a captação direta de público, com 24% afirmando que a ação trouxe novos clientes. No comércio, cerca de um terço das empresas observou maior engajamento e interação nas redes sociais após as campanhas. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou que a presença digital é uma estratégia fundamental e que a colaboração com influenciadores representa uma oportunidade para expandir o alcance e o potencial de vendas.

Adoção atual e modelos de remuneração

Apesar dos retornos positivos, a estratégia ainda é pouco explorada, com mais de 70% dos pequenos negócios nunca tendo contratado influenciadores. A adesão efetiva é de 23%, sendo maior no setor de comércio (28%) e na região Nordeste (29%).

Quanto à remuneração, a permuta por produtos ou serviços e o pagamento de cachê fixo são as modalidades mais comuns. Entre os MEIs, a permuta é a alternativa mais frequente (29%), enquanto nas MPEs predomina o pagamento de valores fixos (36%). O modelo de pagamento também varia por setor e região, com o cachê fixo sendo predominante no comércio e a permuta sendo mais comum em serviços e na indústria.

Disposição para contratações futuras

O estudo aponta potencial de crescimento para o mercado de influência. Entre os empresários que ainda não contrataram influenciadores, 51% manifestaram interesse ou abertura para utilizar o serviço no futuro. Essa disposição é mais alta entre os MEIs (60%) em comparação às MPEs (34%). Regionalmente, os empreendedores do Norte e Centro-Oeste demonstram maior receptividade à adoção futura da estratégia.

play_circleTV ao Vivo

AO VIVO

Comentários

Deixe sua opinião sobre este conteúdo usando sua conta do Facebook.

Notícias relacionadas